quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Qual o caminho então?

Eis que acordo e me pego lembrando de coisas que já aconteceram. 
Apesar de ter vivido pouco, esse pouco foi muito bom. 
Bom com uma intensidade e um vigor que me deixaram com saudade.
De quem eu era, de como tudo era...
Por que quando a gente lembra tudo parece ser tão melhor do que provavelmente, realmente, deve ter sido? 
A cabeça nos prega peças e parece que o presente nunca é bom o suficiente se comparado com que o que já foi ou com o que poderá vir a ser...
Nunca estamos completamente satisfeitos. 
Quando algo dá errado então... já era. 
Todo o resto parece um sonho inalcançável.
Por que não olhar ao redor e simplesmente ser grata as coisas boas...?
Ser grata por já ter vivido coisas boas...
Mas não. 
Como ainda não é possível entrar em uma máquina do tempo para reviver tudo, se conformar também não tem que ser o caminho. 
Qual o caminho então?

J.M. 



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