Hoje o meu esforço e o meu trabalho foi diretamente proporcional ao esforço e desejo de estudar dos meus alunos.
Nenhum.
Passei uma matéria no quadro, distribui vistos, mas não dei uma palavra sobre nada que havia colocado no quadro. Não chamei atenção de ninguém - quase ninguém. Esqueci minha garrafinha de água e me dei essa desculpa consciente de que sem a garrafinha seria impossível passar as seis aulas explicando matéria e cobrando atenção.
Mas a verdade verdadeira é que eu não sei, mas hoje simplesmente eu não quero nada.
Não queria ter terapia hoje, não queria falar, não queria ter que revisitar tudo que fiquei ruminando semana passada e passar mais uma semana ruminando tudo outra vez sem chegar a lugar nenhum.
Queria uma distração que me empolgasse, me desse emoção, me desse um sopro de vida... e você sabe bem qual seria.
Queria almoçar besteira no shopping, pegar um cinema e olhar as lojas, talvez comprar uma ou duas coisas. Aproveitar o dia.
Mas eu dormi pouco e estou cansada, com certeza cochilaria no cinema.
E o dinheiro... tem também o dinheiro.
Não dá pra gastar de forma incalculada, sem refletir sobre...
Quero comprar um ovo de páscoa ferreiro rocher.
Mas tudo da um fundo de culpa. De comer, de gastar... algum dia a gente vai poder viver sem culpa?
Acho que a verdade é essa, acordei desanimada com a minha realidade e um tanto quanto cansada.
Não foi esquecer a garrafinha, foi esquecer a motivação de viver em algum lugar recôndito dentro de mim.
E ninguém seque notou, sequer questionou (graças a deus!), até porque em geral eu sou uma boa profissional.
Contando os minutos para acabar e poder almoçar e dormir.
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